Cuide das descompensações dentro da sua organização, pode sair caro!

18 Outubro, 2018 Esther Liska

Nos sistemas humanos, as descompensações são o resultado de que a perceção do “dar e receber”, não é entendida como equilibrada ou compensada por uns e outros, nomeadamente quando:

  • Uns acreditam que dão mais daquilo que recebem;
  • Outros criam uma descompensação levando-a para o plano pessoal, o que deveria acordar-se a partir do plano profissional (ex. a sedução, as relações de amizade ou até familiares confundidas com a função que exerce no trabalho);
  • Alguns pensam que deveriam fazer mais do que lhes corresponde para cobrir aquilo que um colega deveria fazer (e não faz).

Algumas destas situações soa-lhe familiar?

De seguida, menciono alguns exemplos de casos práticos dos sintomas que já ouvi em algumas intervenções que tenho realizado nas empresas:

Desde a perspetiva da administração: “…em primeiro lugar importa que a equipa perceba que o cliente procura os nossos serviços ou contacta-nos para que o seu assunto seja resolvido assim, a preocupação deve ser sempre “resolver o assunto” em vez de o passarem para alguém. Nestes casos corre-se o risco de nem o cliente ficar satisfeito nem ser eficiente para a empresa.”

“Era fundamental que os colegas sentissem que o contacto com o cliente é uma oportunidade que existe para a empresa crescer, é um momento onde se pode transformar a relação com o cliente para torná-la mais positiva…”

“Mas, para isso, é preciso que exista uma disponibilidade mental e um sentimento de compromisso com a empresa por forma a que todos vejam o atendimento como uma oportunidade para melhorar a relação com o cliente…

“…acima de tudo é preciso que a equipa “sinta” a empresa.”

As relações profissionais estão repletas de descompensações que, na maior parte das vezes, se traduzem em relações de reivindicação ou de dívida emocional. Em alguns casos específicos, chegam a tornar-se em problemas graves no relacionamento, quando atingem o padrão “explosivo” provocados por uma sequência de descompensações concatenadas. Estes casos costumam acabar em processos de demissão ou despedimento por justa causa.

Então como se pode melhorar o desempenho neste âmbito?

  • É necessário deixar bem claro quais as petições e promessas feitas um ao outro (na maior parte das vezes, deixam-se “subentendidas”, o que pode ser extremamente perigoso porque o que uma parte entende, não é necessariamente o que a outra interpreta);
  • Há perfis de personalidade muito dados à relação descompensada, num sentido e noutro assim, deve dar-se atenção aos padrões comportamentais;
  • É preciso saber colocar o saldo a “zero”, o que pode chegar a ser um grande desafio quando o outro precisa da descompensação para se legitimar.

Na sua organização, caberia interpretar se existem descompensações que possam estar a melindrar as dinâmicas relacionais.

Não se pode pensar no sucesso do negócio sem antes estar atento às “feridas” que precisam de ser saradas, para ter uma equipa coesa e disposta a “remar” na mesma direção.

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